Elizabeth Taylor

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Sábado à noite. Sessão pipoca. O filme? Cleópatra. Confesso que já havia anotado mentalmente algumas vezes que precisava assistir ao filme, mas sempre acabava adiando. Passado mais ou menos vinte minutos de duração, um escravo entra no palácio egípcio com um presente para Júlio César. Enrolado nos braços, o egípcio traz um tapete que o Imperador pede para que seja colocado no chão. No desenrolar do tapete, surge Cleópatra, magistralmente interpretada pela atriz americana nascida na Inglaterra Elizabeth Taylor. A cena, bárbara por sinal, me fez ficar meio hipnotizado por aquela figura, e só depois de três replays consegui continuar o filme.

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Eu conhecia Elizabeth Taylor principalmente por suas jóias, assunto dos mais comentados de Hollywood e que tomou uma proporção ainda maior depois de sua morte, em 2011 com um dos leilões mais rentáveis da história, totalizando mais de 116 milhões de dólares. Mas disso, falamos daqui a pouco.

Impressionante como, a cada cena do filme, sua beleza, seus traços harmônicos e ao mesmo tempo tão fortes e seus indescritíveis olhos azul-violeta me fascinavam mais. Mas por que? Na verdade, é inexplicável. Talvez eu ache até que os seus oito casamentos – dois deles com Richard Burton, que Liz se apaixonou ainda nas filmagens de Cleópatra – sejam pouco, pois Liz possuía um poder avassalador sobre os homens.

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Sua quantidade de casamentos só não foi maior que o número de caixas Bvlgari, Cartier, Van Cleef e Tiffany que Liz colecionou ao longo da vida. Extremamente vaidosa e consumista, Miss Taylor certamente foi detentora de um dos guarda roupas mais caros, exclusivos e fascinantes do mundo. Tornando-se a atriz mais bem paga do mundo já nos anos 50, Liz rapidamente virou referência de moda, talvez com demasiado exagero, mas ainda sim uma inspiração.

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Emoldurando Dior, Chanel e Balenciaga, Liz lançava mão à sua multimilionária coleção de jóias, na maioria presentes de seus maridos. Impossível esquecer os singelos mimos que Richard deu à amada, como a parure Bvlgari de esmeraldas, o solitário com diamante de 33ct ou ainda “La Peregrina”, uma das mais famosas pérolas do mundo, antes de Elizabeth I, que o ator a arrematou em um leilão para presentear a amada no Dia dos Namorados. Penso eu que o tamanho das jóias seja para igualar com a dimensão das brigas do casal Burton-Taylor, sempre homéricas.

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Ganhadora de dois Oscar, sendo o primeiro deles em 1960 com o filme “Disque Butterfield – 8”, Liz virou um dos nomes mais frequentes de Hollywood, com cachês milionários em mais de trinta produções. Seu círculo de amizades era amplo e diversificado, mas tinha no cantor Michael Jackson um misto de escudeiro e filho. Michael homenageou a amiga com duas canções, “Librian Girl” e “Elizabeth, i love you!”. Até o último casamento da atriz, com o caminhoneiro Larry Fortensky em 1991, aconteceu no lendário rancho do cantor, Neverland.

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A excepcional atriz e avassaladora amante nos deixa ainda um legado. Miss Taylor, a mulher de traços inesquecíveis, olhos hipnotizantes e personalidade única prova que, na vida, é preciso se divertir e o melhor de tudo. Nem sempre menos é mais. No caso dela, mais será sempre mais!

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Imagens: Reprodução

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