A História das Peças Icônicas da Moda

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Você sabe de onde veio o trench chat da Burberry? E as malas de viagem da Louis Vuitton?

É costumeiro que as labels mais famosas do mundo tenham uma peça especial, que está sempre presente em todas as coleções há décadas e já se tornou um ícone da marca. Nós todos aqui do site somos fãs assumidos de diversos desses itens, que se tornaram icônicas de tantas maisons pra lá de tradicionais, mas, nunca mencionamos que eles costumam também ter uma história interessante por trás que se entrelaça com a da moda. Pensando nisso, a professora de História da Moda, Miti Shitara, reuniu, Chanel, Hermès, Burberry, Levi’s, Christian Louboutin e Louis Vuitton e desvendou a história por trás de cada peça principal dessas marcas!

Malas Louis Vuitton

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“Nascido em 1821 em uma família humilde de carpinteiros e moleiros (trabalhadores em moinhos) em Anchay, no leste da França, Louis Vuitton partiu para Paris aos 16 anos onde se tornou aprendiz de uma famosa oficina de baús de viagens. Com os anos, criou para si uma reputação de ser dos melhores na área em toda a cidade. Em 1853, tornou-se maleiro e “arrumador de bagagens” da imperatriz francesa Eugenia de Montijo, o que lhe abriu as portas para uma nova e abastada clientela. Um ano depois, abriu sua própria oficina, onde introduziu baús em canvas, resistentes e impermeáveis, e revestiu seus cantos com ponteiras de metal para reforçá-los. Mais tarde, ofereceu baús retangulares, as malles plates, para um mercado acostumado a modelos redondos, pois eram mais fáceis de serem empilhadas nos trens e armazenadas nos navios, atendendo melhor aos requisitos de viagens cada vez mais comuns. Para evitar ações dos ladrões, criou fecho utilizado em seus produtos até hoje. Com a morte de Louis em 1892, o controle da companhia foi assumido por seu filho George que, na tentativa de inibir cópia dos padrões da marca e distinguir os produtos oferecidos, criou o famoso canvas LV”, conta Miti.

Birkin, Hermès

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Certa vez, Jane Birkin encontrou com o estilista Jean-Louis Dumas, diretor criativo da Hermès na época, e reclamou que nunca encontrava uma bolsa grande o suficiente para o seu dia a dia, por isso costumava carregar uma de palha mesmo. O designer então prometeu criar uma bolsa que fosse suficientemente grande para transportar muitos itens, mas ainda sim estilosa o bastante para deixar os dois orgulhosos. Foi assim que a famosa Birkin foi criada, com um modelo prático e volumoso que conquistou fashionistas do mundo inteiro.

Trench Coat, Burberry

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O trench coat da Burberry foi produzido pela primeira vez por Thomas Buberry, para oficias britânicos em 1914, ano em que estourou a Primeira Guerra mundial. Por isso, o tecido usado nas primeiras peças, o gabardine de algodão, é a prova de água, mas ainda sim confortável e flexível. Desde então, foram feitas diversas alterações na modelagem, mas o casaco continua sendo o ponto de partida de todas as coleções da marca, seja masculina, feminina ou infantil.

Bolsa 2.55, Chanel

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“A bolsa em matelassê 2.55 da Chanel foi criada em fevereiro de 1955 – daí o nome. Modelo tiracolo, no começo, podia ser encontrada em dois materiais (couro ou jérsei) e nas cores típicas de Chanel – bege, azul marinho, marrom e preto – forrada em couro ou gorgorão vermelho. Até hoje essas bolsas são fruto de trabalho manual, inclusive o matelassê, que é todo feito a mão. O modelo que se tornou um clássico vem com alça de metal entrelaçada”, explica a professora Miti Shitara.

501, Levi’s

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O jeans mais famoso da Levi’s, o 501, foi também o primeiro modelo da marca. Conhecido como 5 pockets, o número 501 foi escolhido por ser o número do lote do tecido usado para a primeira peça. Inicialmente ele foi criado para o trabalho nas minas dos Estados Unidos, portanto a modelagem foi modificada quando ganhou as ruas e até mulheres começaram a usar. O produto se tornou um ícone tão grande que, nos Estados Unidos, ganhou um dia só para ele, no dia 1 de maio, em inglês 5.01.

Pigalle, da Christian Louboutin

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A Louboutin possui diversos estilos de sapatos, desde os saltos mais altos até tênis e mocassins, mas o scarpin Pigalle foi a peça que se tornou o ícone mais famoso da marca. Criado há dez anos – pouco tempo perto de outros ícones – o salto com o bico pontiagudo ganhou este nome em homenagem ao bairro favorito de Christian Louboutin em Paris.

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